Presídias dos terceiros do Carmo de Vila Rica: territorialidade e rede confraternal em Minas Gerais, 1744-1848
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Resumo
A pesquisa trata da configuração institucional da Ordem Terceira do Carmo da capital político-administrativa do território minerário, Vila Rica ou Ouro Preto, através das suas filiais, as presídias (presidências locais), cuja disseminação ultrapassou os limites da capitania/província de Minas Gerais, no interior brasileiro. As presídias forneceram à sede-matriz da Ordem Terceira rendimentos acrescidos (pagamentos, doações, concessões) que não eram acessíveis às irmandades reduzidas a uma jurisdição paroquial. As filiais da Ordem foram os dispositivos fundamentais de integração local dos associados (agentes do comércio ou emigrados) e da instituição da fraternidade, com papel destacado nas alianças de amizade e de parentesco. Essa associação religiosa de abrangência territorial, justaposta à teia de freguesias das Minas (matrizes e capelas), conformou uma elite político-econômica e as identidades dos agentes de poder (brancos, senhores, autoridades políticas, militares), contribuindo para forjar noções de pertencimento comunitário e de reconhecimento de grupo (conforme o estamento). Através da difusão das presídias, ademais, pode-se apreender o mercado dos bens simbólicos relacionados às práticas devocionais carmelitanas.
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