A via crucis por Albert Servaes
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O texto aqui apresentado é um dos frutos do olhar sensível de Titus Brandsma. Trata-se da meditação à via crucis desenhada por Albert Servæs em 1919 para a capela dos religiosos carmelita descalços recém-construída em Luithagen, Bélgica. Seus desenhos causaram grande escândalo na época devido ao seu caráter realista, que contrastava com a tradição de representar o sofrimento de Cristo de maneira “bela e nobre”. O artista belga retratou as estações da Paixão com uma crueza que chocou o público e a Igreja Católica. Influenciado pela guerra, Servæs usou apenas carvão e papel para mostrar a história da Paixão de Cristo em toda a sua desumanidade. Sua representação de Jesus magro e impotente foi considerada inadequada e teve que ser removida da capela por ordem da Santa Sé. As figuras em suas obras eram frequentemente distorcidas e expressavam profunda dor, algo visto como desrespeitoso para as representações da época.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Submeto (emos) o presente trabalho, texto original e inédito, de minha (nossa) autoria, à avaliação de HORIZONTE – Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, e concordo (amos) em conceder os direitos de publicação a ele referentes à Editora PUC Minas. Declaro (amos) que seu conteúdo, no todo ou em parte, pode ser copiado, distribuído, editado, remixado e utilizado para a criação de outros trabalhos, sempre dentro dos limites da legislação de direitos autorais e direitos conexos, em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, desde que sejam atribuídos os devidos créditos ao texto e à autoria, incluindo a referência à HORIZONTE.
Declaro (amos), ainda, que não existe conflito de interesses de natureza pessoal, acadêmica, institucional ou financeira entre o tema abordado, o(s) autor(es) e quaisquer empresas, instituições ou indivíduos.
Reconheço (reconhecemos) que HORIZONTE está licenciada sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0):
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Por meio desta licença, autorizo (autorizamos), “para maximizar a disseminação da informação”, que terceiros possam compartilhar, distribuir, remixar, adaptar e criar a partir deste trabalho, inclusive para fins comerciais, desde que seja atribuído o devido crédito à autoria original.
Referências
BRANDSMA, Titus. Godsbegrip. Dekker van de Vegt Boekverkoepers: Nijmegen-Utrecht, 1932. Disponível em: https://www.titusbrandsmateksten.nl/godsbegrip/. Acesso em: 05 jul. 2024.
BRANDSMA, Titus. A pergunta, na qual. Tradução de Bruno Schröder. Niágara Falls, Ontário: [s.n.], 1935. Disponível em: https://www.titusbrandsmateksten.nl/a-pergunta-na-qual/. Acesso em: 05 jul. 2024.
BRANDSMA, Titus. De Kruisweg door Albert Servæs. Oss: [s.n.]: 1921. Disponível em: https://www.titusbrandsmateksten.nl/de-kruisweg-door-albert-servaes/. Acesso em: 05 jul. 2024.
BRANDSMA, Titus. Paz e amor à paz. [1931]. Tradução de Bruno Schröder. Sapere Aude: Revista de Filosofia da PUC Minas. Belo Horizonte: PUC Minas, v. 14, n. 28. p. 794-804. jul/dez. 2024. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/index.php/SapereAude/article/view/31375/21796. Acesso em: 30. nov. 2024.
ROMERAL, Fernando Millán. Tito Brandsma. Lisboa: Ordem do Carmo em Portugal, 2018.
SERVÆS, Albert. Kruisweg van Luithagen, Luithagen, 1919. Disponível em: https://www.kruiswegstaties.nl/nl/albert-servaes/kruisweg-van-luithagen-1919/. Acesso em: 09 jul. 2024.