Caminhos e diálogos decoloniais interculturalidade, inter-religiosidade e transformação do Saber
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Resumo
A decolonialidade do poder, conforme discutida por pensadores latino-americanos, constitui uma resposta crítica aos legados do colonialismo, que ainda moldam estruturas do poder, do ser e do saber. Superar essas heranças exige mais do que denunciar relações de dominação; requer a construção de alternativas pautadas na valorização das diversidades culturais, religiosas e epistemológicas. A interculturalidade apresenta-se como uma prática transformadora, promotora do reconhecimento mútuo e do diálogo entre diferentes tradições. É na articulação entre decolonialidade e interculturalidade que esta reflexão se propõe a avançar. Para tanto, utilizou-se a metodologia textual, em uma abordagem teórico-crítica, fundamentada em autores como Dussel, Mignolo, Quijano, Walsh e Fornet-Betancourt. O texto articula quatro eixos: a reconstrução da identidade como processo dinâmico e histórico; a crítica à colonialidade do poder; a interculturalidade como horizonte de libertação; e os diálogos inter-religiosos como práticas ético-políticas de resistência. A inter-religiosidade, em diálogo com a interculturalidade, amplia o potencial de reconfiguração das relações sociais, espirituais e políticas, sendo fundamental para edificar futuros mais justos. A proposta não se limita à coexistência, mas propõe um engajamento dialógico entre culturas e religiões como condição para a reexistência dos povos historicamente subalternizados. Dessa forma, reafirma-se a importância de manter o diálogo nos caminhos decoloniais como estratégia para a construção de sociedades mais inclusivas, solidárias e plurais, particularmente no contexto latino-americano.
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