Dinâmicas religiosas em Salvador e na Baía de Todos os Santos notas sobre o censo de 2022

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Fátima Regina Gomes Tavares

Resumo

Desde o censo demográfico de 1991 algumas tendências podem ser observadas no campo religioso brasileiro, tendo essas ganhado intensidade no censo 2000, a exemplo da redução de católicos e o incremento dos evangélicos e dos “sem religião”. Questionamos, assim, se e como os recém-divulgados dados do censo sobre as religiões no Brasil trazem mudanças em relação a esses movimentos estruturais da configuração do campo religioso brasileiro iniciada nas últimas décadas. Inspirando-nos nas análises desenvolvidas por Cesar Romero Jacob e colaboradores, delineando religiões metropolitanas como base das análises, apresentaremos características e tendências de Salvador e dos outros 13 municípios da Baía de Todos os Santos. Os dados são interpretados a partir da proposta de “linhas de força” e de holograma, de Clara Mafra. Consideramos a antiguidade dos circuitos que ligam a Capital ao interior do Recôncavo - uma “área de influência” para além da Região Metropolitana de Salvador - que possibilita compreender certos “rastros” da dinâmica religiosa, especialmente das religiões de matriz africana.

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Como Citar
TAVARES, Fátima Regina Gomes; CAROSO, Carlos. Dinâmicas religiosas em Salvador e na Baía de Todos os Santos: notas sobre o censo de 2022 . HORIZONTE, Belo Horizonte, v. 23, n. 03, p. e230308, 2026. DOI: 10.5752/P.2175-5841.2025ve230308. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/horizonte/article/view/36724. Acesso em: 29 jun. 2026.
Seção
Artigos/Articles: Dossiê/Dossier
Biografia do Autor

Fátima Regina Gomes Tavares, UFBA

Graduada em Ciências Sociais pela UFRJ, com mestrado em Sociologia e doutorado em Ciências Humanas (Antropologia), ambos também pela UFRJ. Atualmente é professora associada da Universidade Federal da Bahia, atuando, desde 1999, no Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião (PPCIR) e desde 2005, no Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (como colaborador), ambos da UFJF. Tem desenvolvido pesquisas em três linhas: na confluência entre religião e saúde; religião e espaço público e em campo religioso brasileiro. É líder do grupo de pesquisa Núcleo de Estudos da Religião, Cultura e Sociedade , cadastrado no CNPq desde 2004; além de membro do grupo de pesquisa Núcleo de Antropologia das Fronteiras Conceituais , cadastrado no CNPq em 2008. Já orientou cerca de trinta trabalhos, entre pesquisas de iniciação científica, monografias de especialização, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Em 2003 organizou, juntamente com Marcelo Camurça, o livro Minas das devoções: diversidade religiosa em Juiz de Fora , apresentando um panorama da produção acadêmica de alunos e professores do PPCIR. Atua nas áreas de antropologia da saúde e da religião. Seus trabalhos enfocam os seguintes temas: novas religiosidades, movimento nova era, religiões afro-brasileiras, juventude e religião, mídia e religião, turismo religioso, terapêuticas alternativas e Estratégia Saúde da Família. São publicações distribuídas entre periódicos (nacionais e internacionais) e capítulos de livros.

Carlos Caroso, UFBA

Professor Titular do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil. Coordena o Núcleo de Pesquisa ObservaBaía/UFBA. PhD. in Anthropology, University of California, Los Angeles-UCLA.

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