A esperança que nos move desperta sonhos, dinamiza a fé e encoraja a luta pela vida
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Resumo
Este artigo traz, partindo de uma reflexão entre a teologia acadêmica e aquela em linguagem da religiosidade popular, uma reflexão em quatro aspectos. Em primeiro lugar, aborda a noção de dinâmica da fé movida pela esperança messiânica no seio da crise contemporânea caracterizada como crise de esperança. Em segundo lugar, evoca elementos de uma pedagogia da esperança, apontando uma construção e um aprendizado e destacando os sete sinais concretos de uma esperança ativa elencados pelo papa Francisco na perspectiva de mobilizar atitudes e ações em vista de superar os principais desafios e problemas contemporâneos da humanidade. Em terceiro lugar, considera um ensaio de teologia da esperança a partir dos sobreviventes de tantas situações de morte, a partir da teologia decolonial da ressurreição trabalhada pelo teólogo Carlos Mendoza-Álvarez. Em quarto lugar, aponta pistas de uma mística da esperança, a partir dos indícios de resiliência e resistência que permitem afirmar a utopia do Reinado de Deus já presente, mas ainda não plenamente realizado. Dentro de uma dinâmica escatológica, tão própria da fé cristã, conclui-se que, para além de uma pedagogia, importa apostar em uma mistagogia da esperança.
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