A questão do Jesus "Histórico"
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Resumo
Jesus de Nazaré continua sendo uma presença inelutável na consciência cultural do Ocidente e do mundo inteiro. Mesmo quem lhe recusa assentimento religioso, não escapa ao fascínio exercido, se não por sua pessoa, então pelo menos pelo lugar que ele ocupa na história e a importância que, de bom ou de mau grado, lhe é reconhecida. Esse fascínio se traduz no desejo de saber o que Jesus de fato andou fazendo, prescindindo daquilo que seus seguidores fizeram dele. Que é que Jesus de fato andou fazendo? – essa é a questão do Jesus histórico. Para responder a essa pergunta, lança-se mão dos recursos que a historiografia desenvolveu através dos séculos e que nos tempos modernos se chamam “a crítica histórica”. A imagem de Jesus que resulta dessa investigação chama-se “o Jesus histórico”. A figura histórica de Jesus deve ser distinguida do “Cristo da fé”. Essa distinção não é a mesma que a distinção entre o Jesus terrestre e o Cristo ressuscitado, elevado na glória de Deus. O Cristo da fé, o Jesus proclamado messias e Filho de Deus pela fé de seus seguidores, inclui ambas as figuras do Jesus terrestre e do Senhor da glória. Os evangelhos não nos apresentam o Jesus procurado pelos historiadores críticos, mas o Jesus da “narrativa da fé”, um Jesus apresentado de modo que creiamos que ele é o messias e Filho de Deus e, nesta fé, acedamos à vida eterna (Mc 1,1; Jo 20,31).
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