A Espiritualidade Cética ou o Budismo Acidental de “O segredo do Bonzo” de Machado de Assis
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Resumo
É objetivo deste ensaio sustentar uma espiritualidade não-religiosa na obra de Machado de Assis. Para tanto, o artigo terá como foco central a análise do conto “O Segredo do Bonzo: Capítulo Inédito de Fernão Mendes Pinto”, publicado na coletânea Papéis Avulsos em 1882, onde se sintetizam alguns dos princípios fundamentais dessa espiritualidade que permeia sua obra como um todo. Num primeiro momento, analisaremos a intertextualidade do conto “O Segredo do Bonzo” com a obra Peregrinação do português renascentista Fernão Mendes Pinto e a crítica machadiana oitocentista às principais propostas universalizantes do ocidente: cristianismo, iluminismo e cientificismo. Num segundo momento, analisaremos as implicações filosóficas da primazia da ‘opinião’ enquanto fundamento existencial e elemento constitutivo da realidade, num contexto de aproximação efetiva com a tradição soteriológica do ceticismo grego, de um lado, e a tradição soteriológica do budismo, de outro. Crítico da religião e, em especial da religião cristã, a aproximação ‘acidental’ de Machado de Assis com o budismo é reveladora de uma forma muito peculiar de espiritualidade não-religiosa.
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