Diálogo e sentido: vida espiritual e encontro inter-religioso na sociedade contemporânea
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Resumo
Ao analisar o desenvolvimento da sociedade moderna, percebemos que, a despeito de todo o progresso econômico e tecnológico, a sociedade vive um momento de crise espiritual. Na realidade brasileira, esse contexto de globalização e pluralidade, somado à procura cada vez maior das pessoas por experiências espirituais e religiosas, torna o convívio com as diversidades religiosas um desafio urgente. Sendo assim, o objetivo dessa pesquisa é refletir sobre as necessidades e possibilidades do ser humano contemporâneo encontrar sentido para sua vida e, principalmente, compreender como as religiões podem contribuir para favorecer esse movimento ontologicamente humano. Não obstante todos os meios de comunicação que favorecem o contato, o ser humano contemporâneo tem se mostrado cada vez mais fechado e intolerante em relação às diversidades. Precisamos pensar critérios para um convívio com as diversidades que considere-o em sua totalidade e que proporcione mais sentido e paz para a humanidade. Nesse sentido, acreditamos que as religiões podem contribuir, através do diálogo entre elas, para a ampliação da consciência em relação às alteridades, através do cultivo do cuidado consigo, com o outro e com a nossa casa comum. As premissas do diálogo inter-religioso pressupõem abertura dialogal, humildade, conhecimento de si, reconhecimento da alteridade e, portanto, vão ao encontro da estrutura humana e da necessidade que temos de nos constituirmos como pessoa e de oferecer um sentido para a nossa existência, a partir e através dos nossos relacionamentos. Como procedimento metodológico, foi dada preferência para revisão bibliográfica. Em um primeiro momento, contemplamos a estrutura humana de acordo com a perspectiva da psicologia fenomenológica. Destacamos o ser humano como um ser relacional, que se estrutura a partir do convívio com as alteridades e que, no contato com o mundo, busca um sentido para sua existência. Em seguida, apresentamos as características da sociedade contemporânea em relação aos axiomas que a sustentam e quais as consequências desse modo de vida na compreensão que o ser humano tem de si mesmo, dos outros e do mundo. Por fim, mostramos a importância do diálogo, sobretudo do diálogo inter-religioso nesse contexto de pluralidade. E tendo em vista a responsabilidade das religiões na construção dessas pontes, consideramos que uma práxis dialogal pode favorecer a construção da subjetividade humana e uma convivência com a diversidade que priorize o cuidado com as alteridades.
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