Santidade na Ordem dos Pregadores: Frei Bartolomeu dos Mártires e o modelo tridentino de autoridade episcopal (séculos XVI e XVII)
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Resumo
Bartolomeu dos Mártires, O.P., Arcebispo de Braga (1559-1582), tornou-se um importante personagem na Ordem dos Pregadores como modelo do novo arquétipo episcopal consolidado durante a última fase do Concílio de Trento (1563-1563). Por seu protagonismo nos debates tridentinos, seus tratados publicados sobre o pastorado episcopal, seu governo sobre Braga e sua boa reputação no que diz respeito aos pecados comuns do clero, o frei foi considerado modelo a ser seguido na Igreja tridentina, e logo tornou-se candidato a santo. Suas biografias, escritas por dois dos mais importantes teólogos dos séculos XVI e XVII, o teólogo Luis de Granada e o cronista Luis de Sousa, indicavam os sinais de santidade em suas características e comportamento, reproduzidos no processo de canonização iniciado em 1631. No entanto, propo-lo como exemplo sagrado significou criar uma meória santificada e silenciar seus diversos conflitos e controvérsias políticas. O objetivo deste artigo é propor uma análise da santificação de Frei Bartolomeu dos Mártires, baseada em suas hagiografias e no processo de canonização como forma de glorificar a Ordem e propagar o arquétipo pastoral, deixando de lado seu caráter político, comparando História e Memória.
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