Espiritualidades não religiosas: desafios conceituais

Carlos Eduardo Brandão Calvani

Resumo


O artigo parte do pressuposto de que o termo “espiritualidade”, inicialmente próprio à literatura teológica, já não pertence somente a esse campo, sendo hoje bastante utilizado em diferentes áreas do saber. Destaca, porém, que mesmo no âmbito da teologia e das ciências da religião, nunca houve suficiente clareza quanto ao significado de “espiritualidade”, que acabou por tornar-se um termo vago e impreciso, invocado em diferentes situações e carente de uma reflexão teórica mais profunda capaz de apontar sua história, desenvolvimento e suas múltiplas aplicações. As indefinições em torno desse conceito ampliam-se ainda mais quando ao termo “espiritualidade” une-se a expressão “não-religiosas”, causando dificuldades no próprio campo das ciências da religião. A partir daí, o texto aponta a necessidade de uma ampla revisão literária a fim de identificar semelhanças com outras áreas que, nas últimas décadas, têm absorvido progressivamente esse conceito, particularmente as artes, a psicologia, administração de empresas, estudos organizacionais, neurociência e as ciências da saúde, Finaliza apresentando desafios e sugestões para o aprofundamento do tema entre pesquisadores de Ciências da Religião no Brasil que privilegiem abordagens interdisciplinares.


Palavras-chave


espiritualidade; religião; arte; ciências da saúde; espiritualidade organizacional.

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2014v12n35p658

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