Protestantismo liberal, ecumênico, revolucionário e pluralista no Brasil – um projeto que ainda não se extinguiu

Carlos Eduardo Brandão Calvani

Resumo


As igrejas protestantes do Brasil, nos últimos anos, se tornaram mais intolerantes ao pluralismo, avessas ao ecumenismo e imunes à autocrítica teológica. O perfil da atual liderança das igrejas protestantes brasileiras em nada se assemelha à geração de intelectuais protestantes dos anos 30 a 50 e menos ainda à geração dos protestantes ecumênicos e revolucionários dos 60 e 70. Essas duas gerações, dentro de seus limites e possibilidades ajudaram a construir no Brasil um tipo de protestantismo que, embora minoritário, trouxe muitas contribuições, não somente às suas igrejas, mas à sociedade. Porém, esse tipo de protestantismo parece estar desaparecendo nas ondas de um modelo conservador, pouco afeito à reflexão teológica e desinteressado para com as novas demandas de inclusão social e para com os direitos das minorias. Aparentemente, vivemos o fim de um tipo de protestantismo no Brasil. Aquele protestantismo temperado pelos ideais da modernidade parece ter fracassado. O texto recupera um pouco da memória dessas duas gerações, valorizando sua oposição aos avanços fundamentalistas que encontraram solo fértil no Brasil e presta homenagem aos heróis da resistência, partilhando dos mesmos ideais e da mesma esperança: que o protestantismo brasileiro seja mais liberal, ecumênico, revolucionário e pluralista.


Palavras-chave


Protestantismo brasileiro; ecumenismo. Igreja e sociedade. Teologia protestante; fundamentalismo.

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2015v13n40p1896

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