Entre o “empoderamento espiritual” e a “ecoespiritualidade”: um estudo da Seicho-no-Ie do Brasil.

  • João Paulo de Paula Silveira Universidade Estadual de Goiás - Campus Iporá.
Palavras-chave: Seicho-no-Ie, Novas Religiões, Espiritualidades Alternativas, Modernidade Tardia

Resumo

O artigo discute nuances contemporâneas da identidade religiosa dos adeptos da Seicho-no-Ie (Lar do Progredir Infinito, em português). Considera-se dois aspectos marcantes dessa identidade: o “empoderamento espiritual” e a ecoespiritualidade. Ambos são percebidos enquanto desdobramentos das interpelações feitos pela modernidade tardia à imaginação religiosa da mulher e do homem contemporâneo. Os dados do qual fizemos uso foram coletados junto aos adeptos da cidade de Goiânia ao longo de 2015, além daqueles oriundos das publicações religiosas com o qual tivemos contato. Esse trabalho está em afinidade com as discussões que situam as novas religiões e espiritualidades como respostas as contingências sociais e culturais modernas, em especial as reflexões de Lorne L. Dawson (2004; 2006) e Christopher Partridge (2005). Ambos chamam a atenção para a importância da compreensão sociológica das novas religiões e espiritualidades alternativas enquanto fenômeno específico da contemporaneidade que não devem ser reduzidos aos esquemas compreensivos que trivializam esse tipo de sensibilidade religiosa.

Biografia do Autor

João Paulo de Paula Silveira, Universidade Estadual de Goiás - Campus Iporá.
Doutor em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (2016). Docente de História Moderna, História Contemporânea e História das Religiosidades da Universidade Estadual de Goiás - Câmpus Iporá. Pesquiador do Núcleo de Estudos da Religião "Carlos Rodrigues Brandão" (NER-UFG).
Publicado
30-09-2016
Como Citar
SILVEIRA, J. P. DE P. Entre o “empoderamento espiritual” e a “ecoespiritualidade”: um estudo da Seicho-no-Ie do Brasil. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 14, n. 43, p. 740-764, 30 set. 2016.