Profetas e santos no Masnavi de Rumi

Mario Guimarães Werneck Filho

Resumo


O presente trabalho tem como fio condutor mostrar a importância dos profetas e dos santos no Masnavi de Rumi – místico da tradição Islâmica Sufi, nascido em Vakhsh, nas cercanias de Balkh atual Afeganistão, em 1207. Para Rumi os profetas e santos são instrumentos de comunicação entre Deus e suas criaturas. Muito além de figuras históricas, profetas e santos atualizam a mensagem e trazem para o mundo fenomênico os sutis influxos do numinoso. O presente estudo parte da linhagem de Adão (linhagem monoteísta e corânica) e passando pelos diversos profetas comuns às tradições monoteístas culmina com a figura de Mohammad (tido pelo Islã como selo da profecia). Da mesma maneira, os santos que a tradição islâmica celebra como pontes entre os mundos e mensageiros que atualizam a mensagem divina têm para Rumi a força de serem enviados que podem ser vistos e ouvidos sintetizando os ensinamentos eternos em vivências temporais atualizadas. Para Rumi a importância dos profetas e dos santos se revela nos traços marcantes que cada um deles adquire e que os reveste como enviados e amigos de Deus, pontes atualizadas de uma mensagem eterna e perene. Por este motivo, Rumi concita cada discípulo e crente a escutar a mensagem dos profetas e a visitar os santos a fim de atualizar os segredos teofânicos de Deus.


Palavras-chave


Rumi; sufismo; Islã; profetas e santos

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2018v16n51p1351

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