O Shemá e a devoção a uma só divindade

Leonardo Pessoa da Silva Pinto

Resumo


O artigo discute o significado original da fórmula do Shemá no livro do Deuteronômio (Dt 6,4-5). A pergunta central é se o Shemá constituía inicialmente uma confissão de fé monoteísta ou se esse papel do Shemá se deve a uma reinterpretação do texto bíblico, à sua recepção na cultura e literatura posterior. A investigação se concentra inicialmente no estudo linguístico de Dt 6,4, mas inclui ainda o estudo do co-texto do Shemá, ou seja, o capítulo 6 do livro do Deuteronômio, e recolhe também os dados pertinentes fornecidos pelos estudos sobre a cultura do Antigo Oriente Próximo, sobre a história da religião de Israel e sobre a datação de Dt 6,4-5. O estudo mostra como a fórmula de Dt 6,4-5 não exclui a existência de outros deuses. A conclusão é que o Shemá, muito provavelmente, não era originalmente uma proclamação de fé monoteísta, mas um chamado à monolatria, ao culto e à devoção a uma só divindade, o Deus de Israel.

Palavras-chave


Antigo Testamento; Deuteronômio; Shemá; Monoteísmo; Exegese

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2019v17n52p20-42

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