O Shemá e a devoção a uma só divindade

  • Leonardo Pessoa da Silva Pinto padre, Igreja Católica. professor, PUC Minas. Post-doutorando, Pontifício Instituto Bíblico (Roma)
Palavras-chave: Antigo Testamento, Deuteronômio, Shemá, Monoteísmo, Exegese

Resumo

O artigo discute o significado original da fórmula do Shemá no livro do Deuteronômio (Dt 6,4-5). A pergunta central é se o Shemá constituía inicialmente uma confissão de fé monoteísta ou se esse papel do Shemá se deve a uma reinterpretação do texto bíblico, à sua recepção na cultura e literatura posterior. A investigação se concentra inicialmente no estudo linguístico de Dt 6,4, mas inclui ainda o estudo do co-texto do Shemá, ou seja, o capítulo 6 do livro do Deuteronômio, e recolhe também os dados pertinentes fornecidos pelos estudos sobre a cultura do Antigo Oriente Próximo, sobre a história da religião de Israel e sobre a datação de Dt 6,4-5. O estudo mostra como a fórmula de Dt 6,4-5 não exclui a existência de outros deuses. A conclusão é que o Shemá, muito provavelmente, não era originalmente uma proclamação de fé monoteísta, mas um chamado à monolatria, ao culto e à devoção a uma só divindade, o Deus de Israel.

Biografia do Autor

Leonardo Pessoa da Silva Pinto, padre, Igreja Católica. professor, PUC Minas. Post-doutorando, Pontifício Instituto Bíblico (Roma)
padre católico da diocese de Belo Horizonte. Graduação em Direito e Teologia, mestrado e doutorado em Exegese Bíblica junto ao Pontifício Instituto Bíblico, em Roma. Atualmente em programa de pós-doutorado no Pontifício Instituto Bíblico, atuando como assistente do prof. S. Pisano, catedrático de Crítica Textual. Leciona na PUC Minas.
Publicado
2019-04-30
Como Citar
PINTO, L. P. DA S. O Shemá e a devoção a uma só divindade. HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião, v. 17, n. 52, p. 20-42, 30 abr. 2019.