A comunicação que sangra da boca da Beata Maria de Araújo
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37661Palavras-chave:
Boca, Beata Maria de Araújo, Comunicação, Interseccionalidade, Mulher negraResumo
O presente recorte é parte de uma pesquisa que abrange perspectivas convergentes para o signo “boca” na figura da Beata Maria de Araújo, mulher negra que marcou a história de Juazeiro do Norte - CE com seus milagres. O estudo é vinculado a um projeto de pesquisa cujo interesse é identificar vestígios e ruídos históricos em torno de imagens de mulheres negras cearenses. A história da beata foi obscurecida e tornada desimportante, condenando o seu milagre, que dos seus lábios verteram mais do que sangue: foi sua não-voz de mulher negra. Como pergunta, destaca-se: como a boca de Maria se faz signo e lugar da experiência comunicacional? O percurso metodológico para este estudo abrange três momentos: contextualização da história da Beata a partir da categoria de interseccionalidade; observação de breve recorte de menções à Beata em imagens e notícias; e discussão de sentidos para o signo “boca” como lugar da sua comunicação. Ouvir Maria através dos rastros e do que não é comunicável é um meio para observar outras mulheres não-comunicáveis cujas bocas foram seladas.
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