Instrumentalização da nostalgia no streaming

o caso das séries Rebelde (2022) e Margarita (2024)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37744

Palavras-chave:

Nostalgia, Instrumentalização, Streaming, Séries, Narrativa

Resumo

Encarando a nostalgia como estratégia para a criação de narrativas audiovisuais, este artigo investiga como as séries infanto-juvenis Rebelde (Netflix, 2022) e Margarita (HBO Max, 2024) instrumentalizam a nostalgia ao retomarem os universos ficcionais das telenovelas Rebelde (2004) e Floricienta (2004). Como abordagem teórico-metodológica, mobiliza-se o conceito de nostalgia restauradora e reflexiva de Boym (2017) e os debates sobre nostalgia e mídia, e a lógica algorítmica dos streamings. Por meio de análise comparativa entre as séries e as telenovelas, identificaram-se "pontes nostálgicas" que estabelecem continuidades entre os universos ficcionais das tramas, bem como atualizações que adequam as narrativas ao tempo presente. Paralelamente, compreendeu-se como plataformas de streaming instrumentalizam a nostalgia enquanto investimento comercial seguro.

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Biografia do Autor

Aelton Alves de Melo Junior, Universidade Federal Fluminense

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (UFF, 2023). Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG , 2020-2022) e Graduado em Comunicação Social, com ênfase em Educomunicação (UFCG, 2012-2016). Possui MBA em Produção de Conteúdo para Mídias Digitais pela Faculdade Nossa Senhora de Lourdes (FNSL, 2017). Como pesquisador, tem interesse em temas como diversidade, feminismo, neoliberalismo, discurso, midiatização, mídias audiovisuais de ficção e cotidiano, na qual vem produzindo pesquisas junto ao Laboratório de Estudos sobre Cultura, Mídia e Política - LECMIPO na UFCG, e também com o Grupo de Pesquisa MULTIS - Núcleo de Estudos e Experimentações do Audiovisual e Multimídia (UFF), certificado pelo CNPq.

Referências

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FILMOGRAFIA

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DELEGACIA DE MULHERES. Direção geral: Nilton Travesso. Brasil: Rede Globo, 1990-2010.

CHIQUITITAS. Direção: Hernán Abrahamsohn. Criação: Cris Morena. Argentina: Telefe, 1995-2001.

CHIQUITITAS. Direção: Reynaldo Boury. Criação: Cris Morena. Brasil: SBT, 2013-2015.

FLORICIENTA. Direção geral: Martín Mariani. Criação: Cris Morena. Argentina: Canal 13, 2004-2005.

FLORIBELLA. Direção geral: Del Rangel. Criação: Cris Morena. Brasil: Rede Bandeirantes, 2005-2006.

FULLER HOUSE. Direção: Mark Cendrowski; Katy Garretson; Rich Correll; Joel Zwick; Rob Schiller; Jeff Franklin. Criação: Jeff Franklin. Estados Unidos: Netflix, 2016-2020.

GILMORE GIRLS: UM ANO PARA RECORDAR. Direção: Daniel Palladino. Criação: Amy Sherman-Palladino. Estados Unidos: Netflix, 2016. Minissérie.

STRANGER THINGS. Criação: Matt Duffer; Ross Duffer. Estados Unidos: Netflix, 2016-.

REBELDE. Direção: Alexis Covasevich. Criação: Pedro Damián; Cris Morena. México: Televisa, 2004-2006.

REBELDE. Direção: Santiago Limón; Yibrán Asuad; Carlos Armella; Lucero S. Novaro. México: Netflix, 2022.

REBELDE WAY. Direção: Martín Mariani. Criação: Cris Morena. Argentina: Canal 9, 2002-2003

MARGARITA. Direção: Mariano Ardañaz; Eduardo Ripari. Criação: Cris Morena. Argentina: HBO Max, 2024.

MALHAÇÃO: VIVA A DIFERENÇA. Direção: Paulo Silvestrini. Criação: Cao Hamburger. Brasil: Rede Globo, 2017-2018.

AS FIVE. Direção: Fabrício Mamberti.Criação: Cao Hamburger. Brasil: Globoplay, 2020-2021.

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Publicado

06-10-2026

Como Citar

MELO JUNIOR, Aelton Alves de. Instrumentalização da nostalgia no streaming: o caso das séries Rebelde (2022) e Margarita (2024). Dispositiva, Belo Horizonte, v. 15, p. e37744, 2026. DOI: 10.5752/P.2237-9967.2026v15e37744. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/dispositiva/article/view/37744. Acesso em: 15 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Nostalgia(s) nas mídias