Tecnostalgias midiáticas
entre o vivido e o sentido
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37767Palavras-chave:
Nostalgia, Memória, Cultura da Mídia, Analógico, DigitalResumo
A proposta deste artigo é refletir sobre a tecnostalgia, ou seja, a nostalgia por tecnologias consideradas obsoletas (analógicas ou digitais), a partir de Schrey (2025) e Niemeyer e Siebert (2023). O direcionamento se dará às tecnologias de mídia narrativizadas por meio de posts no @perfil_nostalgico, do Instagram, que procuram relembrar características funcionais, estéticas e socialidades suscitadas por tais artefatos. A pesquisa norteia-se pelos estudos da cultura da memória, utilizando a nostalgia como categoria conceitual e analítica (Pickering; Keightley, 2006), para identificar quais perspectivas acerca da tecnologia midiática oferecem e quais são as percepções e os temores do tempo presente. A problematização acerca da nostalgia ainda se ampara em Boym (2001), Grainge (2002) e Niemeyer (2014). Nas postagens, é possível identificar críticas quanto à perda de materialidade nas práticas mediadas, à aceleração temporal e às relações interpessoais. Por outro lado, celebram experiências ritualísticas mediadas pelas tecnologias “antigas”, insinuando que tais memórias trazem conforto e bem-estar.
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