Nas Cadeirinhas, muitas histórias para escutar
aberturas à alteridade e às narrativas de vida no jornalismo
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e36945Palavras-chave:
escuta, narrativas de vida, subjetividade, jornalismo, CadeirinhasResumo
Objetivamos discutir quais são as implicações éticas e epistemológicas das aberturas à escuta do outro realizadas no quadro Cadeirinhas, da TV Globo, no que diz respeito às narrativas de vida e à subjetividade como partes constituintes do jornalismo na atualidade. Mobilizamos duas edições do quadro no programa Fantástico, em 2024, e discutimos em dois eixos a partir de uma perspectiva discursiva respaldada em repertórios teórico-conceituais: (i) narrativas de vida como processos de ressignificação e exposição da intimidade; (ii) subjetividade e alteridade presentes no jornalismo ao dar visibilidade midiática a vidas anônimas. Concluímos que Cadeirinhas é um fazer jornalístico guiado pela subjetividade como marca discursiva na construção narrativa e de abertura à escuta do outro, capaz de produzir um conhecimento desestabilizador, configurando-se como uma pausa no meio do movimento caótico das capitais e da vida urbana.
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