“Ativistas” contra a democracia
os perigos do ativismo de direita e de sua dissimulação estratégica
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e38010Palavras-chave:
ativismo, violência de extrema direita, ataques coordenados contra ativistas progressistas, análise interseccional, mídias sociaisResumo
A palavra “ativismo” pode remeter a figuras distintas de acordo com o contexto institucional e geopolítico. No entanto, em círculos progressistas de esquerda, o termo tem sido usado para designar algo que desafia ou resiste contra a injustiça, alinhado com valores democráticos e progressistas mais amplos. Recentemente, até cerca de 2012, as mídias sociais ainda eram celebradas como um novo meio de transformação social progressista, parte de um conjunto de outras ferramentas contra a autocracia no Sul Global. De maneira fundamentada em entrevistas originais realizadas nos últimos cinco anos, este artigo delineia, de forma contundente, a partir de uma perspectiva socialista-feminista interseccional, os perigos de permitir que uma concepção ingênua e otimista de ativismo desvie a atenção da política fascista em prática em espaços on-line em amplos territórios do Sul Global, incluindo o Brasil e a Índia.
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