Contrafeitiço: “nós derruba mesmo qualquer feitiço, aqui a pessoa se cura”
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Resumo
Este trabalho tem como objetivo compreender uma das práticas de cura feitas na casa de Cura de Dona Neca, que reside no Rio Urubuéua Fátima, região insular do município de Abaetetuba, Estado do Pará. A prática de Cura, aqui analisada, está relacionada com o chamado contrafeitiço que, segundo Durkheim (2009) ocorre quando o mago desfaz a magia lançada por uma determinada pessoa, ou seja, consistem em deixa-la livre do infortúnio ocasionado por uma magia/feitiço. Nessa casa de cura o feitiço é desfeito pela pajé em pacientes que manifestem problemas, tais como a panema (uma espécie de má sorte), doenças espirituais como manifestações de caruanas e espíritos ou feitiços diversos (causados por magia simpática ou por contiguidade, Durkheim (2009). Porém, preocupo-me neste a propor entendimentos sobre a cura realizada em um caso de feitiço, no qual a pajé “trabalha” para retirá-lo. Essa questão é levantada metodologicamente por meio da pesquisa de campo (Malinowski, 1989), sob direção da escrita guiada por Price (2002) e por Mariana Franco (2008) os quais apresentam a escrita etnográfica de forma em que os interlocutores aparecem nitidamente no texto, da mesma forma que é possível ouvir a voz dos pesquisadores em uma brilhante polifonia. Sendo assim, este trabalho enfatiza a cura do contrafeitiço por meio da pajelança, sob o prisma da preocupação da escrita etnográfica, tema que tem sido caro para a Antropologia desde a década de 80 do século passado, momento em que os ditos pós-modernos lançaram o problema da polifonia na produção textual.
Palavras- Chave: Pajelança, Feitiço, Contrafeitiço e Cura.
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