O Concílio Vaticano II como objeto de leitura: a formação das culturas conciliares
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Resumo
Os debates sobre a recepção do Concílio Vaticano II se adensaram nas últimas duas décadas. No âmbito da historiografia, a reflexão sobre o lugar desse concílio na história do catolicismo contemporâneo e a discussão sobre as fontes e formas de captar a sua recepção dão seus primeiros passos. Passa-se da preocupação de se construir uma história do concílio propriamente dita, para o momento posterior, ou seja, a sua recepção. Para além de uma preocupação hermenêutica ligada às preocupações teológicas, os historiadores da recepção conciliar abrem novos caminhos teóricos de análise, mas também metodológicos, buscando novas formas de abordar o fenômeno. Dessa forma, se deparam com novas fontes que podem colaborar em sua compreensão. Esse artigo tem como objetivo central discutir a possibilidade teórica que toma o concílio como um objeto de leitura por parte de certos atores, desenvolvendo assim o que chamamos de cultura conciliar: representações sobre o evento construídas por certos grupos e que trazem suas características próprias. Desenvolvemos o conceito a partir de uma aproximação com a História Cultural, particularmente aquela desenvolvida por Roger Chartier e oferecemos, no final do texto, um breve exemplo de como essa perspectiva pode ser utilizada, qual seja, no estudo das revistas teológicas.
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