Efeitos patológicos do fundamentalismo: o religar como resposta à convivência saudável
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Resumo
A proliferação de seitas tornou o Brasil e a América Latina em espaços para uma renovação dos fundamentos religiosos. Embora a laicidade da democracia moderna, grande parte da sociedade conserva um acentuado simbolismo religioso. Com o avanço do neopentecostalismo, os discursos de partidos e grupos populistas conseguem sensibilizar setores importantes da sociedade. Esses movimentos fundamentalistas reaproximam a religião da política e da economia. Não poucas vezes, esse fundamentalismo estrafalário assume um caráter beligerante. De um lado, o texto realiza uma crítica especulativo-filosófica em torno aos efeitos patológicos desse discurso e, por outro, pretende ressaltar a proposta de uma con-vivência saudável. Não se trata de conceituar, mas de salientar como os efeitos de um fundamentalismo estrafalário gera anomias sociais. Por isso, além do diagnóstico, o estudo aponta como alternativa uma filosofia da vida. Ela é uma exigência incondicional para superar as anomias sociais. Nesse sentido, a noção de democracia representativa oferece os contornos saudáveis para re-ligar a con-vivência em um mundo pluralista.
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