A fé inculturada: desafio para o diálogo entre a cultura e o Evangelho em Moçambique.
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Resumo
No contexto da evangelização cristã, o diálogo entre a cultura e o Evangelho sempre foi um grande desafio para a Igreja. No continente africano, particularmente em Moçambique, esse desafio ainda persiste, visto que desde a colonização da África pelo Ocidente faltou a valorização das culturas existentes e o respeito pela Religião Tradicional Africana. Daí a necessidade de um cristianismo inculturado, enraizado na realidade cultural desses povos, pela prática da inculturação, embora existam desgastes e dificuldades na compreensão desse conceito. A cultura é dimensão fundamental, inerente ao ser humano e caracteriza toda a sua existência. Por isso, torna-se grave equívoco uma evangelização que a ignore e combata-a, juntamente com a religiosidade local, julgando-as primitivas. Dessa forma, a presente dissertação aborda a necessidade da efetiva inculturação da fé para a Igreja em África – Moçambique, a partir da revisão bibliográfica de autores que refletem sobre o tema. A pesquisa foi desenvolvida em três momentos/pontos. Primeiro, apresenta um pouco da história da África, sua diversidade cultural e a presença cristã nesse continente, para em seguida trabalharmos a compreensão dos seguintes conceitos: cultura, interculturalidade, inculturação, aculturação e enculturação. Encerramos com uma reflexão sobre as promessas, limites e críticas da inculturação da fé. O escopo é propor uma nova hermenêutica para a inculturação da fé que reconheça a interculturalidade como o a priori do caminho para uma evangelização inculturada na África – Moçambique.
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