A Conferência de Medellín: contexto político-eclesial e a posição sobre a Educação e a Juventude
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Resumo
A Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, realizada na cidade de Medellín (Colômbia), entre os dias 24 de agosto e 06 de setembro de 1968, produziu um importante e significativo documento – As Conclusões de Medellín – que registraram as posições da Igreja da América Latina, que assumiu uma posição libertadora frente à opressão no continente. O objetivo do Papa Paulo VI, como diz o próprio título da proposta da Conferência, era ler a realidade latino-americana à luz do Concílio Vaticano II. Os bispos fizeram mais do que isso: leram o Concílio à luz da realidade latino-americana. Nesse contexto, o objetivo deste artigo, a partir de pesquisa bibliográfica, é apresentar alguns elementos da realidade política e eclesial de Medellín e analisar dois aspectos do documento: a educação e a juventude. A década de 1960 e, particularmente, o ano de 1968, são momentos históricos efervescentes, contexto da guerra-fria, impactando muitas mudanças. A Igreja assume de forma clara o trabalho de inserção nas comunidades pobres. A educação passa a ser pensada numa perspectiva libertadora e há a inserção dos religiosos nas comunidades de base. A juventude católica assume compromissos socais e políticos. Em Medellín, a Igreja latino-americana ganha identidade própria e surge uma forma original de fazer teologia, a teologia da libertação e sua opção pelos pobres. Também o exercício da colegialidade dá passos importantes, inclusive na forma de elaboração desse documento. Portanto, celebrar 50 anos de Medellín deve levar o olhar crítico para seus valores e limitações e recuperar seus avanços, contribuindo para o debate no campo das Ciências da Religião.
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