Metanoia Pentecostal: sinais de uma primavera educacional na Assembleia de Deus no Brasil
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Resumo
A Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil é a segunda denominação pentecostal mais antiga do país. Fundada em 1911 em Belém do Pará pelos missionários pentecostais suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, advindos dos Estados Unidos da América, essa denominação atualmente possui pouco mais de 12 milhões de adeptos, segundo o censo de 2010, sendo, portanto, a maior denominação evangélica do Brasil. Foi forjada no caldo cultural do Norte/Nordeste entre os estratos mais carentes da população e após o fim do Ciclo da Borracha, um grande contingente de assembleianos migrou rumo ao Sudeste do país, onde sofreu com o processo de anomia e acomodação nos grandes centros urbanos. Somando-se a isso a expectativa escatológica de início de século, percebe-se o porquê dessa denominação ter nutrido uma mentalidade anti-intelectualista na maior parte de sua história, rechaçando a educação teológica regular e a educação superior secular. No entanto, ainda na primeira metade do século XX, com a chegada de missionários estadunidenses que intentaram implantar a educação teológica de nível superior nessa denominação, iniciou-se um processo longo e contencioso de mudança de mentalidade ou metanoia com relação à educação superior. Entre celeumas, retrocessos e avanços, alguns Institutos Bíblicos foram fundados à revelia da liderança e sem apoio institucional. Entrementes, quase cem anos após a fundação, isto é, em agosto de 2005, foi inaugurada na cidade do Rio de Janeiro a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia (FAECAD), a faculdade da Assembleia de Deus. Essa faculdade se insere num contexto maior de outras Instituições de Ensino Superior assembleianas espalhadas pelo Brasil, de alunos pentecostais cursando mestrado e doutorado em programas de pós-graduação de variadas universidades, além da criação da Rede Latino-americana de Estudos pentecostais (RELEP) e da Rede de Estudos Assembleianos (REA), grupos de estudos de pentecostais sobre o fenômeno pentecostal. A esse fenômeno demos o nome de “primavera educacional” na Assembleia de Deus no Brasil. Esta tese se dedica a iluminar, investigar e tentar compreender tal fenômeno.
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