De religião a cultura, de cultura a religião: travessias afro-religiosas no espaço público
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Resumo
Esta tese é uma narrativa sobre a forma como diferentes grupos disputam o entendimento dado às religiões afro-brasileiras no processo promovido pelo Estado brasileiro com vistas à configuração da nacionalidade. Um processo em curso e que não tem uma data precisa para o seu início. A passagem do século XIX para o XX, quando começa a emergir o debate sobre a construção de um ideal de nação brasileira, marca o início da reflexão aqui proposta, que atravessa o século XX, aportando nos tempos do agora. Trata-se, assim, de uma reflexão sobre um processo histórico à luz das ciências sociais, em especial da antropologia. Uma questão perpassa toda a narrativa: sob qual definição de religião foi possível acolher tal segmento religioso no espaço público? Em vez de “definição”, no singular, o melhor seria “definições”, que variam no decorrer do processo, à medida que as religiões afro-brasileiras traçam suas travessias de religião a cultura, de cultura a religião. A travessia é um momento privilegiado de observação, em que são formulados os argumentos que legitimam a presença do religioso afro-brasileiro no espaço público. Argumentos que se contradizem, congregam-se, justapõem-se e são expressos no debate acerca da constituição do patrimônio cultural brasileiro. Dessa maneira, a formulação e a execução da política pública patrimonial, no que tange às religiões afro-brasileiras, ganham destaque na narrativa, que também focaliza a política pública racial, buscando apresentar as articulações do movimento negro e do movimento afro-religioso na construção desses argumentos. Pensando-se não apenas as articulações no plano nacional, como também no plano local, no caso o município de Belo Horizonte.
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