A casa púrpura e escarlate: estudo sobre aspectos sociorreligiosos da violência doméstica experienciada por sete mulheres pentecostais. 2018. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG
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Resumo
Este estudo teve por objetivo compreender a violência doméstica experienciada por sete mulheres pentecostais e identificar os aspectos sociorreligiosos presentes. Para tanto, utilizamos de pesquisa exploratória qualitativa composta por referencial bibliográfico e pesquisa de campo. Acerca do referencial bibliográfico, focamos nos três eixos temáticos da nossa pesquisa: violência doméstica, relações de gênero e pentecostalismo. Na pesquisa de campo utilizamos questionário estruturado e realizamos entrevistas individuais. Nossas entrevistadas foram identificadas a partir dos critérios: experiência de violência doméstica, maioridade civil, ser pentecostal e aceitar livremente participar da pesquisa. Foi possível entrevistar sete mulheres pentecostais, contingente da nossa pesquisa de campo. A partir dos estudos bibliográficos e da pesquisa de campo, notamos que a violência doméstica tem característica de violência de gênero. As relações de gênero mostram desigualdades marcadas por poder e dominação, oriundos de construções socioculturais. Partindo dos dados coletados, observamos que o perfil socioeconômico das entrevistadas é condizente com a predominância brasileira de pobreza e estudo formal limitado. Na violência doméstica, os principais agressores são os cônjuges. Há ocorrência de várias formas de violência e de maneira reincidente no decorrer de décadas, com predominância na manutenção do vínculo matrimonial. A descendência vivencia a violência doméstica que se desenrola nas casas. Acerca do aspecto religioso, constatamos que a religiosidade das entrevistadas permeia os discursos e orienta os cotidianos. Anseios, sonhos e perspectivas vindouros de natureza social, econômica e religiosa, são adornados por crenças e pela fé que as mulheres professam. O pentecostalismo enquanto meio norteador para a prática religiosa é caracterizado pelas entrevistadas como benéfico sob vários aspectos e contextos. No entanto, não identificamos nos discursos das entrevistadas elementos de natureza religiosa e da pertença pentecostal que favoreçam relações de gênero mais equitativas e que contribuam ativamente para o cessar da violência doméstica que experienciam.
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