Entre a parábola e o conto: Jesus, um contador de histórias

Levi Fernandes Leonido da Silva, João Bartolomeu Rodrigues, Elsa Gabriel Morgado

Resumo


Nesta investigação, propomo-nos demonstrar que Jesus foi um verdadeiro contador de histórias. A narrativa lucana conhecida tradicionalmente por parábola do Filho pródigo (Lc 15, 11-32) não é propriamente uma parábola, pois assume os contornos formais de um conto, podendo-se nela encontrar as caraterística centrais do género literário “o conto”. Nela encontramos propriedades configuradoras da sua individualização como género: a conclusão moralizante de uma história fechada, com princípio, meio e fim; a concentração de espaço, tempo e reduzido número de personagens; a curta extensão sintagmática, mas sempre extensa comparada com a das parábolas. Em suma, concluímos que estamos perante um verdadeiro e extraordinário conto. Há, no entanto, outras narrativas evangélicas que pelas suas características se assemelham à do Filho pródigo. Podemos assim identificar a do Administrador infiel (Lc 16, 1-8), a narrativa dos Vinhateiros homicidas (Lc 20, 9, 19), a das Moedas de ouro (Lc 19, 11-27) e respetivos paralelos de Mt (25, 14), que se revestem de característica muito semelhantes às do Filho pródigo, apesar de muito menos desenvolvidas e que, no fundo, as consideramos como sendo embriões de contos.


Palavras-chave


contista; conto literário; filho pródigo; evangelho

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2019v17n52p300-314

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