Uma análise do corpo através da performance sensorial em a História da Eternidade
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e37670Palavras-chave:
Performance sensorial, A história da eternidade, Fala, Regime de atraçõesResumo
Este artigo analisa a performance sensorial da música Fala, no filme A história da eternidade (2014), investigando como o cinema pode utilizar a tríade corporal para criar sensações estéticas, afetivas e emocionalmente envolventes, oferecendo novas perspectivas sobre a narrativa e a construção de significados. Metodologicamente, realiza-se uma análise fílmica de cunho estético-discursivo, detendo-se na decupagem da cena em articulação aos conceitos de regime de atrações, silêncio, fotogenia e afeto encarnado. Conclui-se que a performance pode ser entendida como um regime de atrações ao suspender momentaneamente o fluxo narrativo, instaurando um espaço de experiência sensorial expandido, onde o corpo na tela deixa de ser funcional à trama para existir pelo puro prazer da presença, do afeto e da expressão; permitindo evocar uma experiência espectatorial visceral profunda através de uma imersão corporal completa.
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Referências
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