Futebol Feminino, memória e ativismo local:
re(des)territorializando coberturas midiáticas de esporte em Cachoeira/BA como forma de (re) existência
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2024v13n24p86-100Palavras-chave:
Mídia, Território, Futebol Feminino, Ativismo, DesterritorializaçãoResumo
O artigo busca refletir sobre a desarticulação de coberturas hegemônicas, masculinas e centrais de futebol em Cachoeira/BA – considerando sua temática e também as condições sobre quem (e como) produz e conduz. Busca ressignificar a ideia de esporte e jornalismo esportivo na cidade com base na transmissão de torneios que não são considerados relevantes historicamente, como os femininos e de zonas rurais. A mídia é considerada como um vetor de contribuição com o ativismo para desconstrução do previamente dado – em um movimento entendido por Haesbaert (2021) como desterritorialização. Essa luta aparece como força de registro para (re)construção de memória documentada do esporte feminino na cidade agindo, em alguma escala, como potência de transformação.
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